TEMA: Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos II
Nossa aula foi:
EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
HABILIDADES
Selecionar fontes de
pesquisa de forma segura de acordo com a problemática em estudo.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Literatura dentro do
projeto científico
CONTEÚDO
Literatura dentro do projeto científico
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é realizar
leitura e extrair tópicos frasais do texto selecionado para a problemática da
pesquisa.
Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a
leitura de um fragmento adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos.
Esses tópicos frasais servirão para compreensão da temática e para produção
textual do relatório final da pesquisa.
MATERIAL:
CORDEIRO, Aliciene Fusca Machado; BUENDGENS, Jully Fortunato.
Preconceitos na escola: sentidos e significados atribuídos pelos adolescentes
no ensino médio. In: Psicologia Escola Educação, 16 (1), Jun 2012. Disponível
em: https://doi.org/10.1590/S1413-85572012000100005. Acesso em 26/04/2024.
Adolescências e
preconceitos: pressupostos teóricos II
6. Entretanto,
problematizar as situações que envolvem preconceitos, desmistificar suas
origens não é tarefa fácil, justamente porque as pessoas imersas na vida
cotidiana precisam de certa praticidade, de "pragmatismo" para que a
vida flua. Para tanto, uma das características da vida cotidiana é a
ultrageneralização. Segundo Heller (1989, p. 44), chegamos à ultrageneralização
de nosso pensamento e comportamento cotidiano de duas maneiras: "por um
lado, assumimos estereótipos, analogias e esquemas já elaborados; por outro,
eles nos são 'impingidos' pelo meio em que crescemos". Devido a essas
condições, muitas pessoas demoram a adotar uma "atitude crítica" em
relação aos esquemas recebidos, e outras nunca chegam a fazê-lo. Pode-se dizer,
então, que as ultrageneralizações são "juízos provisórios" ou
"regra provisória de comportamento", que nos permitem transitar pelas
várias atividades que temos que realizar, parafraseando Heller (1989, p. 44):
"provisória porque se antecipa à atividade possível e, nem sempre, muito
pelo contrário, encontra confirmação no infinito processo da prática".
Mas, quando esses juízos provisórios são refutados pela ciência e por uma
experiência cuidadosamente analisada e, mesmo assim, conservam-se inabalados
contra todos os argumentos da razão, estamos diante de um preconceito (Heller,
1989). Nas relações interpessoais essa característica da vida cotidiana pode
levar a padrões rígidos de interação, como apontam Salles e Silva (2008, p.
155-156):
7. A sociedade
categoriza pessoas em função, dentre outros aspectos, do que considera comum e
natural para um grupo social, uma faixa etária ou um status social. As
preconcepções que construímos sobre um grupo de pessoas são transformadas em
expectativas e normas de comportamento e esperamos que elas ajam de acordo com
elas.
8. Nessa perspectiva,
entende-se que a manifestação do preconceito é individual, mas sua constituição
se dá por meio das relações que cada um estabelece, as quais são permeadas por
uma determinada história cultural e social.
9. Eminente estudioso
do tema no Brasil, Crochík (2006, p. 13) destaca que, embora o preconceito
"seja um fenômeno também psicológico, aquilo que leva um indivíduo a ser
ou não ser preconceituoso pode ser encontrado no seu processo de socialização, no
qual se transforma e se forma como indivíduo". Assim, torna-se fundamental
compreender os movimentos de construção simbólica da realidade, por meio dos
quais vai se configurando e confirmando aquilo que é socialmente considerado
como estranho e anormal, imoral e patológico, entre outros critérios
classificatórios da normalidade/anormalidade.
10. Na escola uma
diferença estigmatizada pode processar uma "institucionalização
invisível1", aprisionando o aluno no lugar daquele que não aprende, que é
incapaz, doente. São estigmas que se dão pela pertença social, pela cor da
pele, pela deficiência, pela impossibilidade do enquadramento às normas que
diferem da normatividade aprendida/vivida (Moysés, 2001). Os estigmas,
construções multideterminadas socialmente, são edificados ao longo do tempo e
implacáveis com aqueles que não se enquadram nos padrões socialmente
estabelecidos.
11. Charlot (2000),
ao discutir a necessária relação entre aprender e tornar-se humano, afirma que,
além da aquisição de conteúdos intelectuais, é imprescindível que o sujeito
domine algumas atividades e alguns dispositivos relacionais. Dessa maneira, coloca
em evidência que as formas de se relacionar são aprendidas, ressaltando que
essa aprendizagem se dá nas situações de interação. Para o autor, estar
incluído em determinadas relações possibilita aprender:
12. a ser solidário,
desconfiado, responsável, paciente [...] em suma, a 'entender as pessoas',
'conhecer a vida', saber quem se é. Significa, então, entrar em um dispositivo
relacional, apropriar-se de uma forma intersubjetiva, garantir um certo controle
de seu desenvolvimento pessoal, construir de maneira reflexiva uma imagem de si
mesmo (Charlot, 2000, p.70).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno dos
tópicos frasais elaborados com base na leitura do texto.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA
FLEXIBILIZADA🎒
Registro no caderno de palavras-chave encontradas na leitura do texto.