TEMA: Adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos I
Nossa aula foi:
EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
HABILIDADES
Selecionar fontes de
pesquisa de forma segura de acordo com a problemática em estudo.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Literatura dentro do
projeto científico
CONTEÚDO
Literatura dentro do projeto científico
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é realizar
leitura e parafrasear o texto selecionado para a problemática da pesquisa.
Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a
leitura de um fragmento adolescências e preconceitos: pressupostos teóricos. Essas
paráfrases servirão para compreensão da temática e para produção textual do
relatório final da pesquisa.
MATERIAL:
CORDEIRO, Aliciene Fusca Machado; BUENDGENS, Jully Fortunato.
Preconceitos na escola: sentidos e significados atribuídos pelos adolescentes
no ensino médio. In: Psicologia Escola Educação, 16 (1), Jun 2012. Disponível
em: https://doi.org/10.1590/S1413-85572012000100005. Acesso em 26/04/2024.
Adolescências e
preconceitos: pressupostos teóricos I
1. A adolescência, de
acordo com a abordagem sócio-histórica de psicologia, é uma construção
cultural. Segundo Ozella (2002, p. 21), ela "é um momento significado e
interpretado pelo homem. Há marcas que a sociedade destaca e significa.
Mudanças no corpo e desenvolvimento cognitivo são marcas que a sociedade
destacou". Assim, pode-se afirmar que a adolescência, mesmo em uma única
sociedade, não ocorre da mesma forma nas diversas classes sociais.
2. Desse modo,
entende-se que o jovem se constitui e é constituído por meio de múltiplas
influências: a família, a escola, os amigos, a mídia, entre outras, e é com
base nestas influências que sua identidade é forjada. No entanto, a concepção
vigente na psicologia sobre adolescência está fortemente ligada a estereótipos
e estigmas, desde que Stanley Hall a identificou como uma etapa marcada por
tormentos e conturbações vinculadas à emergência da sexualidade (Ozella, 2002).
3. Pode-se afirmar
então que a visão estereotipada que se tem da adolescência cria formas
identitárias que aprisionam o jovem, estabelecendo assim padrões atitudinais
que colocam o adolescente em estereótipos tais como ser chamado de
"aborrecente". Entretanto, diferentes subjetividades são constituídas
a partir do modelo posto socialmente, nos diferentes espaços-tempos de
convivência dos adolescentes. Nesse sentido, a escola tem se mostrado um dos
espaços privilegiados para fomentar esta constituição, já que ali estão
colocadas várias problemáticas referentes ao adolescer hoje, como a questão dos
grupos, dos valores, da sexualidade, das regras e normas postas pela escola e
que são muitas vezes contestados pelos adolescentes, entre outros.
4. Uma das questões
que emerge, na relação dialética, desse convívio social dentro da escola diz
respeito aos movimentos de inclusão/exclusão que geram várias formas de
preconceitos e violências nas relações interpessoais, os quais, por sua vez,
reforçam as exclusões e inclusões em determinados grupos, espaços e situações.
Portanto, há que estar atento para as condições em que se encontram os jovens
nas instituições escolares, pois, como apontam Salles & Silva (2008, p.
155-156), muitas vezes, é ali que os adolescentes "são reduzidos a
estereótipos que são construídos em relação a ele e que podem promover
conflitos entre estes e o mundo adulto, no caso direção, professores e
funcionários da escola, bem como entre os próprios jovens". Identificados
com grupos marginais na escola e na sociedade, torna-se muito difícil romper
com o preconceito a qual se veem submetidos, o que dificulta que os jovens
atribuam novos sentidos às suas relações e a si mesmos. Para explicar como se
engendra o preconceito em nossa sociedade utilizar-se-ão alguns conceitos de
Agnes Heller.
5. Segundo Heller
(1989), o preconceito é categoria do pensamento e do comportamento cotidiano.
Contudo, a autora afirma que não é por fazer parte da vida cotidiana que os
preconceitos devem ser naturalizados e aceitos. Em suas palavras, "quem
não se liberta de seus preconceitos artísticos, científicos e políticos acaba
fracassando, inclusive pessoalmente" (Heller, 1989, p. 43).
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno das
paráfrases elaboradas com base na leitura do texto.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA
FLEXIBILIZADA🎒
Registro no caderno de
palavras-chave encontradas na leitura do texto.