Aula 29 6ºB Prevenção e controle do dengue I

TEMA: Prevenção e controle do dengue I

Nossa aula foi: segunda-feira, 6 de maio de 2024. Retomada segunda-feira, 13 de maio de 2024.

EIXO TEMÁTICO

Investigação, estudo e pesquisa

 

HABILIDADES

Selecionar fontes de pesquisa de forma segura de acordo com a problemática em estudo.

 

OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS

Literatura dentro do projeto científico

 

CONTEÚDO

Literatura dentro do projeto científico

 

METODOLOGIA:

O objetivo dessa aula é realizar leitura e compreensão de texto selecionado para a problemática da pesquisa.

Para tanto, nos serviremos de aula teórica por meio da realização de atividades objetivas acerca da leitura do fragmento sobre prevenção e controle do dengue.

 

MATERIAL:

CLARO, Lenita Barreto Lorena; TOMASSINI, Hugo Coelho Barbosa; ROSA, Maria Luiza Garcia. Prevenção e controle do dengue: uma revisão de estudos sobre conhecimentos, crenças e práticas da população. In: Caderno de Saúde Pública, 20 (6). Dez 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2004000600002. Acesso em 06/05/2024.

1. O dengue é a arbovirose de maior incidência no mundo, sendo endêmica em todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de dois terços da população mundial vivem em áreas infestadas com mosquitos vetores do dengue, especialmente o Aedes aegypti, onde circulam algum dos quatro sorotipos do vírus, em alguns casos, simultaneamente. A forma hemorrágica da doença surgiu nas Américas em 1981, trinta anos depois de seu aparecimento na Ásia, e tem mostrado uma incidência crescente.

2. No Brasil, o primeiro registro de casos de dengue ocorreu na década de 1920, durante os 63 anos seguintes, não foram relatados casos no país e o A. aegypti foi erradicado do Brasil e de mais 17 países das Américas nas décadas de 1950 e 1960. A reinfestação do país pelo vetor ocasionou epidemias em Boa Vista, Roraima, em 1981/1982, e no Estado do Rio de Janeiro, em 1986, causadas pelo sorotipo 1 do vírus. Em 1990/1991, durante nova epidemia, com a inclusão do sorotipo 2, notificaram-se 1.952 casos de dengue hemorrágica, com 24 mortes.

3. Ao final do ano 2000, foi isolado, no Rio de Janeiro, o sorotipo 3 do vírus do dengue, considerado o mais agressivo entre os três primeiros. Em 2001, o Estado foi atingido por mais uma grande epidemia, que atingiu níveis de incidência assustadores no verão de 2002, estendendo-se a outros Estados e ocasionando mais de trinta mortes por dengue hemorrágico.

4. O A. aegypti, principal vetor responsável pela transmissão do dengue, é um mosquito de hábitos doméstico e diurno, utilizando-se preferencialmente de depósitos de água limpa para deposição dos ovos, os quais têm uma alta capacidade de resistir à dessecação. O A. aegypti tem revelado grande capacidade de adaptação a diferentes situações ambientais desfavoráveis.

5. Entre os fatores associados à emergência do dengue e do dengue hemorrágico nas Américas estão o acelerado crescimento e urbanização populacional, associado à insuficiência no controle do vetor e ao aumento do trânsito de pessoas entre os países. A urbanização, rápida e desordenada, associada a uma distribuição desequilibrada dos níveis de renda, conduz a uma proporção cada vez maior de pessoas vivendo em áreas onde o abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo são precários ou inexistentes. Como a água é indispensável à sobrevivência, a população que habita esses locais vê-se obrigada a armazenar água em depósitos domésticos, que servem como criadouros do vetor. Da mesma forma, como o acúmulo de lixo é incompatível com a vida, seu depósito em áreas peridomiciliares leva ao acúmulo de recipientes que servem de reservatórios do vetor, particularmente nos meses chuvosos do ano.

6. O método mais utilizado nos últimos vinte anos para o controle do A. aegypti é a aplicação de inseticidas a ultrabaixo volume (ULV). O pequeno impacto desse método na circulação viral tem levado a uma reavaliação das estratégias de controle. Em alguns países, como Cuba e Cingapura, o cumprimento de leis para desestimular a manutenção de focos do mosquito, com aplicação de multas, foi bem sucedido. O controle biológico do vetor, por meio do Bacillus thuringiensis, do Bacillus sphaericus, de peixes larvívoros e outros, adicionados aos depósitos domésticos de água, com a participação comunitária, também obteve sucesso em algumas situações, assim como o uso doméstico de larvicidas químicos.

7. Campanhas informativas, que utilizam redes de televisão, rádios, jornais, folhetos, cartazes, palestras comunitárias buscando a colaboração da população para a eliminação dos focos de mosquitos têm demonstrado eficiência limitada. As abordagens baseadas na participação comunitária e educação em saúde têm sido cada vez mais valorizadas, ao lado das ações ambientais e da vigilância epidemiológica, entomológica e viral.

8. É reconhecida, hoje, a importância que o acesso às concepções populares sobre as doenças tem para as estratégias de controle das mesmas. Por meio de inquéritos aplicados a grandes amostras populacionais, os chamados estudos do tipo CAP (conhecimentos, atitudes e práticas) procuram esclarecer alguns aspectos da questão. Estudos qualitativos buscam a compreensão mais aprofundada as crenças, representações e comportamentos associados às doenças.

9. Tendo em vista a relevância dessas linhas de pesquisas como contribuição para as políticas de prevenção do dengue, este trabalho tem como objetivo revisar estudos recentes sobre esses temas e refletir, de forma crítica, sobre sua potencial contribuição para as ações de controle da doença.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒

Resolução de questões objetivas com devolutiva imediata.

 

🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒

Resolução de questões objetivas com devolutiva imediata.