TEMA: Prevenção e controle do dengue II
Nossa aula foi:
EIXO TEMÁTICO
Investigação, estudo e pesquisa
HABILIDADES
Selecionar fontes de pesquisa de forma segura de acordo com a
problemática em estudo.
OBJETIVOS DE CONHECIMENTOS
Literatura dentro do projeto científico
CONTEÚDO
Literatura dentro do projeto científico
METODOLOGIA:
O objetivo dessa aula é realizar
leitura e extrair tópicos frasais do texto selecionado para a problemática da
pesquisa.
Para tanto, nos serviremos de aula prática em que os alunos realizarão a
leitura de um fragmento prevenção e controle do dengue. Esses tópicos frasais
servirão para compreensão da temática e para produção textual do relatório
final da pesquisa.
MATERIAL:
CLARO, Lenita Barreto
Lorena; TOMASSINI, Hugo Coelho Barbosa; ROSA, Maria Luiza Garcia. Prevenção e
controle do dengue: uma revisão de estudos sobre conhecimentos, crenças e
práticas da população. In: Caderno de Saúde Pública, 20 (6). Dez
2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2004000600002. Acesso em
06/05/2024.
1. O dengue é a
arbovirose de maior incidência no mundo, sendo endêmica em todos os
continentes, exceto a Europa. Cerca de dois terços da população mundial vivem
em áreas infestadas com mosquitos vetores do dengue, especialmente o Aedes
aegypti, onde circulam algum dos quatro sorotipos do vírus, em alguns casos,
simultaneamente. A forma hemorrágica da doença surgiu nas Américas em 1981,
trinta anos depois de seu aparecimento na Ásia, e tem mostrado uma incidência
crescente.
2. No Brasil, o
primeiro registro de casos de dengue ocorreu na década de 1920, durante os 63
anos seguintes, não foram relatados casos no país e o A. aegypti foi erradicado
do Brasil e de mais 17 países das Américas nas décadas de 1950 e 1960. A
reinfestação do país pelo vetor ocasionou epidemias em Boa Vista, Roraima, em
1981/1982, e no Estado do Rio de Janeiro, em 1986, causadas pelo sorotipo 1 do
vírus. Em 1990/1991, durante nova epidemia, com a inclusão do sorotipo 2,
notificaram-se 1.952 casos de dengue hemorrágica, com 24 mortes.
3. Ao final do ano
2000, foi isolado, no Rio de Janeiro, o sorotipo 3 do vírus do dengue,
considerado o mais agressivo entre os três primeiros. Em 2001, o Estado foi
atingido por mais uma grande epidemia, que atingiu níveis de incidência
assustadores no verão de 2002, estendendo-se a outros Estados e ocasionando
mais de trinta mortes por dengue hemorrágico.
4. O A. aegypti,
principal vetor responsável pela transmissão do dengue, é um mosquito de
hábitos doméstico e diurno, utilizando-se preferencialmente de depósitos de
água limpa para deposição dos ovos, os quais têm uma alta capacidade de
resistir à dessecação. O A. aegypti tem revelado grande capacidade de adaptação
a diferentes situações ambientais desfavoráveis.
5. Entre os fatores
associados à emergência do dengue e do dengue hemorrágico nas Américas estão o
acelerado crescimento e urbanização populacional, associado à insuficiência no
controle do vetor e ao aumento do trânsito de pessoas entre os países. A urbanização,
rápida e desordenada, associada a uma distribuição desequilibrada dos níveis de
renda, conduz a uma proporção cada vez maior de pessoas vivendo em áreas onde o
abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo são precários ou
inexistentes. Como a água é indispensável à sobrevivência, a população que
habita esses locais vê-se obrigada a armazenar água em depósitos domésticos,
que servem como criadouros do vetor. Da mesma forma, como o acúmulo de lixo é
incompatível com a vida, seu depósito em áreas peridomiciliares leva ao acúmulo
de recipientes que servem de reservatórios do vetor, particularmente nos meses
chuvosos do ano.
6. O método mais
utilizado nos últimos vinte anos para o controle do A. aegypti é a aplicação de
inseticidas a ultrabaixo volume (ULV). O pequeno impacto desse método na
circulação viral tem levado a uma reavaliação das estratégias de controle. Em
alguns países, como Cuba e Cingapura, o cumprimento de leis para desestimular a
manutenção de focos do mosquito, com aplicação de multas, foi bem sucedido. O
controle biológico do vetor, por meio do Bacillus thuringiensis, do Bacillus
sphaericus, de peixes larvívoros e outros, adicionados aos depósitos domésticos
de água, com a participação comunitária, também obteve sucesso em algumas
situações, assim como o uso doméstico de larvicidas químicos.
7. Campanhas
informativas, que utilizam redes de televisão, rádios, jornais, folhetos,
cartazes, palestras comunitárias buscando a colaboração da população para a
eliminação dos focos de mosquitos têm demonstrado eficiência limitada. As
abordagens baseadas na participação comunitária e educação em saúde têm sido
cada vez mais valorizadas, ao lado das ações ambientais e da vigilância
epidemiológica, entomológica e viral.
8. É reconhecida,
hoje, a importância que o acesso às concepções populares sobre as doenças tem
para as estratégias de controle das mesmas. Por meio de inquéritos aplicados a
grandes amostras populacionais, os chamados estudos do tipo CAP (conhecimentos,
atitudes e práticas) procuram esclarecer alguns aspectos da questão. Estudos
qualitativos buscam a compreensão mais aprofundada as crenças, representações e
comportamentos associados às doenças.
9. Tendo em vista a
relevância dessas linhas de pesquisas como contribuição para as políticas de
prevenção do dengue, este trabalho tem como objetivo revisar estudos recentes
sobre esses temas e refletir, de forma crítica, sobre sua potencial contribuição
para as ações de controle da doença.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Registro no caderno dos
tópicos frasais elaborados com base na leitura do texto.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA
FLEXIBILIZADA🎒
Registro no caderno de
palavras-chave encontradas na leitura do texto.